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Soprar conchas pode ajudar a tratar a apneia do sono, revela estudo inovador

Soprar conchas pode ajudar a tratar a apneia do sono, revela estudo inovador


 Pessoas que tocam instrumentos de sopro, como o didgeridoo, podem ter uma vantagem curiosa: respirar melhor durante o sono. Agora, pesquisas emergentes revelam que até mesmo soprar em uma concha — prática tradicional em algumas culturas — pode ajudar a manter as vias aéreas livres, reduzindo o risco da apneia obstrutiva do sono (AOS).

 A (AOS) afeta cerca de 1 bilhão de adultos no mundo e é caracterizada por interrupções significativas na respiração enquanto dormimos, comprometendo o descanso e a saúde.


Em um estudo recente, envolveu 30 voluntários com AOS moderada e foram divididos em dois grupos: metade praticou o shankh, um exercício tradicional indiano que utiliza a concha como trombeta, enquanto a outra metade fez apenas respiração profunda e lenta. O resultado foi surpreendente: quem soprava a concha relatou noites mais tranquilas e manhãs muito mais revigorantes.

Segundo o pneumologista Krishna K. Sharma, do Eternal Heart Care Centre and Research Institute, o tratamento padrão para AOS é o CPAP, uma máquina que sopra ar contínuo através de uma máscara para manter as vias aéreas abertas. Embora eficaz, muitos pacientes acham desconfortável e difícil de usar regularmente. Por isso, alternativas simples, como exercícios respiratórios, podem ser uma verdadeira revolução.

No ensaio clínico, os participantes do grupo do shankh praticaram durante 15 minutos, cinco vezes por semana. A técnica, que exige uma inspiração profunda seguida de uma expiração forte e sustentada pelos lábios franzidos, gera vibrações intensas e resistência ao ar. Esse esforço fortalece os músculos da garganta e do palato mole — áreas que costumam colapsar durante o sono de quem sofre de AOS.

  • Após seis meses, os resultados falaram por si:
  • 34% menos sonolência diurna no grupo da concha.
  • Até cinco episódios a menos de apneia por noite.
  • Níveis de oxigênio no sangue significativamente mais altos durante o sono.

Embora ainda seja um estudo pequeno e não cegado, Sharma destaca que os efeitos são clinicamente relevantes e já planeja pesquisas maiores em hospitais de diferentes regiões.


“Estamos especialmente interessados em comparar o sopro do shankh ao CPAP e explorar seu potencial em casos mais graves de AOS”, afirma.

Esse achado reforça uma mensagem poderosa: às vezes, soluções simples e tradicionais podem abrir caminho para novas abordagens de saúde literalmente ajudando milhões de pessoas a respirar melhor e a viver com mais qualidade.

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