Meio Ambiente
Natureza
“Estrada de tijolos amarelos” é descoberta no fundo do oceano e intriga cientistas
Formação geológica encontrada a mais de mil metros de profundidade no Pacífico surpreende pesquisadores e revela o quanto ainda desconhecemos sobre o fundo do mar.
Uma expedição científica realizada no Oceano Pacífico, ao norte das Ilhas Havaianas, revelou uma descoberta curiosa e visualmente impressionante: uma formação rochosa no fundo do mar que lembra uma “estrada de tijolos amarelos”, semelhante à famosa referência do filme O Mágico de Oz.
A descoberta ocorreu em 2022 durante uma missão do navio de exploração Nautilus, enquanto pesquisadores mapeavam a cordilheira submarina Liliʻuokalani, localizada dentro do Monumento Nacional Marinho de Papahānaumokuākea (PMNM) — uma das maiores áreas de conservação marinha do planeta, maior do que todos os parques nacionais dos Estados Unidos juntos.
Apesar de sua enorme extensão, estima-se que apenas cerca de 3% do fundo marinho do PMNM tenha sido explorado até hoje, o que reforça a importância científica da descoberta.
Formação geológica chamou atenção pela aparência incomum
A estrutura foi encontrada no topo do monte submarino Nootka, a aproximadamente mil metros abaixo da superfície do oceano. Mesmo submerso, o local apresentava um aspecto surpreendentemente seco, semelhante ao leito de um antigo lago.
Durante a transmissão da expedição, divulgada posteriormente em vídeo no YouTube, a reação dos pesquisadores foi imediata e espontânea:
“É o caminho para Atlântida”, comentou um cientista pelo rádio.
“Uma estrada de tijolos amarelos?”, respondeu outro.
“Isso é bizarro”, disse um membro da equipe.
“Você está brincando comigo? Isso é uma loucura.”
De acordo com os pesquisadores, esse fenômeno provavelmente foi causado por ciclos repetidos de aquecimento e resfriamento, associados a múltiplas erupções vulcânicas ao longo de milhares de anos.
A descoberta reforça o quão pouco a humanidade conhece sobre os oceanos. Um estudo publicado em 2025 revelou que, ao longo de 67 anos de explorações em águas profundas, os seres humanos visualizaram apenas entre 0,0006% e 0,001% do fundo marinho global.
O levantamento foi realizado por cientistas da Ocean Discovery League, em parceria com o Instituto Scripps de Oceanografia e a Universidade de Boston, com base em registros públicos de imagens subaquáticas.
Mesmo na estimativa mais otimista, isso representa apenas 3.823 quilômetros quadrados, uma área pouco maior que o estado norte-americano de Rhode Island ou cerca de um décimo do território da Bélgica.
“Uma estrada de tijolos amarelos?”, respondeu outro.
“Isso é bizarro”, disse um membro da equipe.
“Você está brincando comigo? Isso é uma loucura.”
Segundo os especialistas, a formação é composta por rocha hialoclastítica, um tipo de rocha vulcânica criada durante erupções de alta energia, quando a lava entra em contato com a água do mar e se fragmenta rapidamente.
Em um trecho específico, as fraturas da rocha formaram ângulos quase perfeitos de 90 graus, criando um padrão visual que lembra blocos ou tijolos cuidadosamente alinhados.
De acordo com os pesquisadores, esse fenômeno provavelmente foi causado por ciclos repetidos de aquecimento e resfriamento, associados a múltiplas erupções vulcânicas ao longo de milhares de anos.
Apenas uma fração do fundo do mar já foi explorada
A descoberta reforça o quão pouco a humanidade conhece sobre os oceanos. Um estudo publicado em 2025 revelou que, ao longo de 67 anos de explorações em águas profundas, os seres humanos visualizaram apenas entre 0,0006% e 0,001% do fundo marinho global.
O levantamento foi realizado por cientistas da Ocean Discovery League, em parceria com o Instituto Scripps de Oceanografia e a Universidade de Boston, com base em registros públicos de imagens subaquáticas.
Mesmo na estimativa mais otimista, isso representa apenas 3.823 quilômetros quadrados, uma área pouco maior que o estado norte-americano de Rhode Island ou cerca de um décimo do território da Bélgica.
Um “caminho” para novas descobertas científicas
À primeira vista, a chamada “estrada de tijolos amarelos” pode parecer apenas uma curiosidade visual. No entanto, para a ciência, ela simboliza algo maior: um avanço no entendimento da geologia profunda da Terra e dos ecossistemas que vivem em ambientes extremos.
“Nossa exploração dessa área nunca antes estudada está ajudando os pesquisadores a compreender melhor a vida que existe sobre e dentro das encostas rochosas desses antigos montes submarinos”, afirmaram cientistas do Ocean Exploration Trust.
Seguir esse “caminho” representa um passo importante para desvendar os segredos escondidos sob os oceanos — um dos últimos grandes territórios inexplorados do planeta.
“Nossa exploração dessa área nunca antes estudada está ajudando os pesquisadores a compreender melhor a vida que existe sobre e dentro das encostas rochosas desses antigos montes submarinos”, afirmaram cientistas do Ocean Exploration Trust.
Seguir esse “caminho” representa um passo importante para desvendar os segredos escondidos sob os oceanos — um dos últimos grandes territórios inexplorados do planeta.
Mais: Nautiluslive



0 Comentários: